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A respiração no Pilates

Já escrevemos um texto sobre respiração em nosso blog que você pode conferir clicando aqui, mas hoje vou lançar outras afirmações sobre o que acreditamos que seja correto em relação a respiração nas aulas de Pilates.
Sabemos que uma das ações da respiração é proporcionar a troca de gases dentro dos pulmões.
Outras ações  é: controlar as emoções, tensões corporais, fechar com mais força a caixa torácica e para atenuar ou aumentar as curvaturas da coluna.
Precisamos pensar que a respiração deve harmonizar com o movimento, e para isso ela precisa ser espontânea.
E vale lembrar como funciona a biomecânica dela. A inspiração favorece a extensão e a expiração a flexão de coluna.
Portanto, temos inúmeros fatores que influenciam a respiração.
Por conta disso, não podemos adotar uma única regra. Devemos ter bem claro como funciona a biomecânica de um determinado movimento e de que forma podemos coordenar a respiração para que o aluno obtenha a eficiência durante a prática de um exercício.
Exemplos: para um aluno iniciante, que nunca praticou Pilates e não tem consciência corporal, muito menos uma boa respiração.
Num exercício como Spine Stretch será mais eficiente se eu pedir para ele inspirar para preparar e expirar na flexão torácica. Inspirar para preparar novamente e expirar para voltar com a coluna à posição inicial.
Isso faz com que o aluno perceba  como o corpo deve se movimentar e o instrutor tem condições de ensinar a respiração eficiente para o movimento.
Já um aluno com mais consciência corporal podemos, no exercício Swan Dive (sem o balanço), pedir para na subida da extensão ele expirar (desafio de ação de power house e alinhamento de cintura escapular) e na volta da coluna neutra inspirar (desafio de expandir a caixa torácica e manter o leve apoio do pubis no solo sem desabar o abdomen).
Pensando nesses exemplos que eu citei devemos levar em consideração que numa aula de Pilates a fluidez de movimento deve acontecer. Mas para isso o aluno precisa respirar de maneira que ele consiga realizar os exercícios com controle, e nem sempre a respiração indicada pelo professor será funcional naquele momento para o aluno.
Brinque com a respiração para que você possa perceber quais são os fatores que influenciam as mudanças de ensino dela.
Lembre que cada corpo tem um nível de competência e que devemos respeitá-lo para que assim possamos treiná-lo a ter controle e eficiência de movimento. E com certeza a respiração será um grande desafio para esse evolução.
Teste os exemplos citados e depois me diga o que sentiu.
Qualquer dúvida estou á disposição!!
Por Carolina Sales
Coordenadora Técnica TcPilates
Treinadora Pilates & Garuda
Instrutora PMA-CTP

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